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Reflexão

"Livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas." Mario Quintana Por isso, leiam bons livros!

Alvorada

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Cartola Alvorada lá no morro, que beleza Ninguém chora, não há tristeza Ninguém sente dissabor O sol colorindo é tão lindo, é tão lindo E a natureza sorrindo, tingindo, tingindo( a alvorada ) Você também me lembra a alvorada Quando chega iluminando Meus caminhos tão sem vida Mas o que me resta é tão pouco Ou quase nada, do que ir assim, vagando Nestra estrada perdida. A simplicidade é realmente a tal da poesia. Basta olhar para o sol, ou antes, para a alvorada que anuncia a chegada do dia. Atenção e sensibilidade para ser um poeta, nesta estrada perdida.

Uma pausa para um suspiro

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Vou procurar uma poesia que traduza nós dois... Foto: Bruno Maciel

Melodia do reencontro

Uma impressão de completude e ao mesmo tempo começando a tornar-me um pouco menos do que eu era antes. Não, não é isso. Ou talvez eu hoje seja outra pessoa e tenha que tratar de resgatar as melhores coisas que me faziam ser o que eu era. Palavras, pensamentos encadeados, idéias, sobre tudo momentos de mim comigo mesma. Concentração, busco a concentração. Apesar disso, mesmo nesse intervalo, retomando a minha consciência, estou inteira. Sou uma estrela que brilha, brilha e ri. Me apegando a minúcias, a um sorriso que também brilha e me alimenta. Quanto ao descompasso das minhas idéias, desprendidas e naturais de mim mesma, este já está se esgotando, e volto à harmonia desorganizada de sempre, e agora com mais vigor. Um samba de idéias.

Rio de estrelas

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Esse é o rio que brilha, parece que as estrelas desceram e ficaram nele. Pinta nas águas as casinhas do morro ao lado. Tranquiliza a mente e apaixona gente, como eu. Brilha mais com o sol, e a noite brilha também, só que em amarelo. É o rio que exala o cheiro que o meu amor gosta e por isso é mais precioso ainda. Pena que está sujo, mas isso é coisa do homem que, talvez por inveja de não ser tão brilhante, jogou suas impurezas pra ver se o rio ficava igual a ele. Não adiantou, o rio ainda brilha. Rio Paraguassú, que corta Cachoeira e São Félix. Foto: Marcelo Reis

Voltamos a apresentar...

“Antigamente, lá em cima do baculejo tinha uma abatedora de matar porco, e os restos dos porcos ficavam lá. Por isso aqui tem esse nome... nome feio, mas é esse que deram, todo mundo só conhece aqui por esse nome, lugar onde a polícia vem só pra cobrar e pra matar ”, disse Daniel Silva, 17, apresentando o lugar onde mora: o Péla Porco. Lugar muito pobre, com casas inacabadas, cães abandonados, soltos por todos os lados, dividindo o ambiente com as crianças nuas. Famílias inteiras morando em casas pequenas, úmidas e frias, sonham com outra realidade . Hoje, o lugar é famoso pela marginalidade provocada basicamente pelo tráfico de drogas , porém no passado, os problemas eram ainda maiores. Grande parte dos moradores veio do interior da Bahia e escolheu o Nova Esperança, como também é chamada a comunidade, para constituírem família, criar seus filhos e tomar um novo rumo para a vida. Eles permaneceram lá, com todas as dificuldades e muitos deles são moradores há mais de 40 anos, como Do...
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DECLARAÇÃO DE AMOR

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Minha flor minha flor minha flor. Minha prímula meu pelargônio meu gladíolo meu botão-de-ouro. Minha peônia. Minha cinerária minha calêndula minha boca-de-leão. Minha gérbera. Minha clívia. Meu cimbídio. Flor flor flor. Floramarílis. Floranêmona. Florazálea. Clematite minha. Catléia delfínio estrelítzia. Minha hortensegerânea. Ah, meu nenúfar. Rododendro e crisântemo e junquilho meus. Meu ciclâmen. Macieira-minha-do-japão. Calceolária minha. Daliabegônia minha. Forsitiaíris tuliparrosa minhas. Viole- ta... Amor-mais-que-perfeito. Minha urze. Meu cravo- pessoal-de-defunto. Minha corola sem cor e nome no chão de minha morte. Carlos Drummond de Andrade Dedico essa declaração de amor aos meus amores amigos. Amigos aqueles que ouvem e lêem Drummond. Ouvem, lêem, declamam, admiram e engolem para dentro de si o sempre novo Drummond. Para meus queridos que, até em pensamento, nos meus sonhos, estão presentes. Aqueles que estão dentro de mim e nunca mais sairão. Prisioneiros da amizade. Donos d...

preste atenção

“Não pense que a cabeça aguenta se você parar” / “levante sua mão sedenta e recomece a andar” / “Basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo”. Grande Raul...

O dinheiro é nosso e esqueceram disso

Tudo que esperamos em troca de nossos votos é, basicamente, ver funcionar os sistemas públicos de ensino, segurança e saúde. Depositamos neles, nos nossos candidatos, a certeza de uma vida digna, o que é logicamente aceitável e justificado. Deveríamos ter medo de ficarmos doentes, somente pelo que a doença representa, mas nunca por não encontrarmos suportes de auxílio do Estado e passarmos a viver na incerteza se teremos, ou não, um tratamento médico adequado, ouvindo sempre a mesma desculpa, que nos assombra: a falta de verba para a saúde pública. Vivemos em uma organização social que, o “acertado” é o povo pagar os chamados impostos, para, a partir daí, os governantes aplicarem esse dinheiro nos serviços à sociedade, suprindo as necessidades básicas, colocando em prática assim, as políticas públicas. Falemos do Sistema Único de Saúde, o SUS, instituído pela Constituição de 1988, que objetiva “democratizar as informações relevantes para que a população conheça seus direitos e riscos à...
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Simples. "O essencial é invisível para os olhos"!

E assim está sendo...

Eu estou bem. Produzindo coisas boas, com pessoas boas e dando tudo certo. Conhecendo cabeças que giram a mil por hora e, acompanhando, gira a minha também. Também tenho feito tudo o que sinto vontade. Sinto vontade, ligo. Sinto vontade, vou. Sinto vontade, escrevo. E têm sido assim os meus dias. Mas eu acho que tenho que pensar, refletir. Mas que está sendo bom, isso está! São tantos os mundos que quero conhecer, são tantos os risos que quero compartilhar, são tantos os abraços...

Vilarejo

Composição: Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes Há um vilarejo ali Onde areja um vento bom Na varanda, quem descansa Vê o horizonte deitar no chão Pra acalmar o coração Lá o mundo tem razão Terra de heróis, lares de mãe Paraiso se mudou para lá Por cima das casas, cal Frutos em qualquer quintal Peitos fartos, filhos fortes Sonho semeando o mundo real Toda gente cabe lá Palestina, Shangri-lá Vem andar e voa Vem andar e voa Vem andar e voa Lá o tempo espera Lá é primavera Portas e janelas ficam sempre abertas Pra sorte entrar Em todas as mesas, pão Flores enfeitando Os caminhos, os vestidos, os destinos E essa canção Tem um verdadeiro amor Para quando você for

Sertão

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Quando a fotografia passeia pela Bahia

O A gosto da Photographia volta ao cenário cultural baiano, agora com mais eventos do que o primeiro Flavia Vasconcelos O fotógrafo, sua obra e o grande público. Nada como juntar esses elementos, e torná-los intimamente interligados, favorecendo uma troca de impressões e conhecimento. É esse o objetivo do A gosto da Photographia ano II , promovido pela Casa da Photographia, começando a partir do dia 21 de julho até 31 de agosto. Um período intenso voltado para a fotografia, irá trazer tal arte como tema de discussão e apreciação, através de palestras, exposições e oficinas, difundindo sua linguagem para Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Cachoeira e São Félix, todos ao mesmo tempo. O primeiro A gosto da Photographia aconteceu em 2004 e contou com a parceria das principais galerias e museus da cidade, entre eles o Museu de Arte Moderna – BA (MAM). A idéia do projeto agradou o meio artístico baiano e causou impacto, por não ter na Bahia muitas iniciativas que investissem n...

Sabedoria

"Felicidade se acha é em horinhas de descuido" João Guimarães Rosa
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Deixa a imaginação fluir... A minha está indo muito longe, e me fazendo acreditar em coisas que não sei não... E faço papel de besta. E boto os pés no chão.

Grande Chico

Mar e Lua Composição: Chico Buarque Amaram o amor urgente As bocas salgadas pela maresia As costas lanhadas pela tempestade Naquela cidade Distante do mar Amaram o amor serenado Das noturnas praias Levantavam as saias E se enluaravam de felicidade Naquela cidade Que não tem luar Amavam o amor proibido Pois hoje é sabido Todo mundo conta Que uma andava tonta Grávida de lua E outra andava nua Ávida de mar E foram ficando marcadas Ouvindo risadas, sentindo arrepio Olhando pro rio tão cheio de lua E que continua Correndo pro mar E foram correnteza abaixo Rolando no leito Engolindo água Boiando com as algas Arrastando folhas Carregando flores E a se desmanchar E foram virando peixes Virando conchas Virando seixos Virando areia Prateada areia Com lua cheia E à beira-mar

Carlito

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Filho de artistas do vaudeville londrino, Chaplin teve uma infância miserável e chegou a roubar comida para sobreviver depois que seu pai abandonou a família e sua mãe foi internada como louca. Ainda adolescente obteve emprego na companhia teatral de Fred Karno e, ao fazer uma excursão pelos Estados Unidos, em 1913, foi contratado por Mack Sennett para trabalhar na Keystone, o maior estúdio de comédias do cinema mudo. Ali Chaplin criou o personagem que o tornaria famoso: o vagabundo, de bengala e chapéu-côco. Em 1919 fundou a United Artists, em sociedade com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e David W. Griffith, e passou a produzir filmes de longa-metragem. Nos anos 20 sua carreira estava no auge, mas seus problemas amorosos começaram a se agravar. Sua primeira mulher, Mildred Harris perdeu o que seria seu primeiro filho e Lita Grey, com quem se casou a seguir, o processou. Os escândalos se seguiram, mas talvez o de maior repercussão tenha sido seu casamento, aos 56 anos, com a filha do...

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" Quem está distante sempre nos causa maior impressão ". Charles Chaplin