Como é difícil crescer. Como é difícil deixar que ele cresça. Como é difícil entender que ele, mesmo pequenininho, já tem seus perrengues, suas barreiras a serem vencidas. Como é difícil deixar que ele as vença sozinho. O mundo não pára. Ele está no mundo, como eu estou também. Se eu, inevitavelmente, passo por conflitos, por que ele não vai passar? O meu filho é do mundo, assim como eu. O meu filho é sociável, como eu. O meu filho existe além de mim. Tão difícil. Mas é tão bom. É tão bom! Muito bom vê-lo passar pelo tempo, saudável, feliz. Tão maravilhoso ouvir dele o que ele quer e o que ele não quer. Tão bom saber sobre ele, o que ele pensa, o que ele gosta, o que ele não gosta. Tão bom. Tão bom assistir ao seu despertar. Tão bom comemorar uma vitória que é dele, só dele. Porque conseguir abrir e fechar um pote de biscoito, meus amigos, diz muita coisa. E a principal é: eu sou capaz.
Essa coisa de ter que se adaptar às novidades tem me causado um estresse danado. Porém, por outro lado, quando consigo executar uma atividade que geralmente tem nome estrangeiro, eu constato para mim mesma: é só isso? Não entendam como um comportamento arrogante da minha parte, é só uma conclusão que faço, após um longo percurso que inicia com o MEDO, e termina com o ALÍVIO. Storytelling, SEO, hashtag, copywriting... são nomes com os quais tenho me deparado no trabalho pós-puerpério, pós-empregoqueduroumuitosanos, e que quando eu descobri o que são na prática, me deu um quentinho no coração. Tive que me reinventar e aprender! Só uma amostra: storytelling é uma estratégia da publicidade que prioriza contar histórias de vida para vender um produto, ou seja, é tudo o que eu aprendi com o jornalismo literário, e tudo o que eu acredito como a comunicação mais direta e franca com o público. Contar histórias é milenar, e a publicidade que não é boba nem nada pegou pra ela e colocou um nome gr...
Um novo amor, um novo emprego, um novo corte de cabelo, até uma roupa nova nos trazem um respiro. Incorporar à nossa rotina um novo caminho, literalmente e subjetivamente falando, nos força a atualizar as nossas definições, como máquinas que não somos. A rotina traz segurança, assim como as previsões, os planos perfeitos, as agendas diárias, os compromissos fechados. Mas uma novidade, um pé fora do traço, nos trazem energia, um rosto mais corado, os olhos mais brilhantes, e borboletas no estômago. Tem um poema de Manoel de Barros que diz "Quem anda no trilho é trem de ferro, sou água que corre entre pedras: liberdade caça jeito." O novo sempre vem, mesmo que a gente não queira. Ele pode até não se mostrar, para aqueles que insistem em não vê-lo. Mas está ali, ao lado da gente, como um cão fiel que deita ao nosso lado contemplando o fazer nada, conosco. As oportunidades infelizmente precisam de um contexto propício para se fazerem presentes, tem até aquelas que caem no colo e...
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