A terra vermelha levanta e sai tingindo tudo, as árvores, os caules, as folhas. As pedras, e os animais. Tudo fica rubro. Vermelho, quente, forte. A terra levanta do chão em forma de nuvem de poeira. A poeira deixa tudo vermelho. A paisagem agora é cobre, resultado do vermelho atingido pelos raios de sol. O amarelo do sol e o vermelho da terra, resultam no cobre. A equação do que eu via. Do que estava na minha frente. Parecia um jogo de cores, um degradê do vermelho. De baixo pra cima, o vermelho ia mudando de tom, de temperatura, até chegar no céu que, às vezes, não era mais azul e sim a fase mais clara do vermelho. Era uma paisagem marrom, acobreada, vermelha. A paisagem do sertão, de terra fértil. Vermelha. De poeira, de sol, dos raios de sol e do vento. O sertão dos meus olhos.
Existem momentos que estamos vivendo a vida, numa rotina diária e surge uma onda forte que desalinha essa vida e nos coloca no espaço. Momentos que não acreditamos que são reais, por nos fazer tão felizes. A felicidade às vezes assusta. Momentos que ouvimos de alguém que "sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só, mas sonho que se sonha junto, é realidade", e esse alguém nos chama para sonhar, nos convida para uma festa de sentimentos fortes, para uma festa de realidade, e nos faz crer que agora é uma nova realidade, pois iremos sonhar juntos. Palavras são fáceis de serem ditas, textos são fáceis de serem escritos. Homenagens são fáceis de serem feitas, elogios, carinhos e tal. Mas os sentimentos não são tão fáceis de lidar, principalmente os dos outros. Os sentimentos não devem ser manipulados. Não é para brincadeira, responsabilidade é fundamental. Aí chegam os outros momentos. Aqueles que nos trazem para o mundo real e nos colocam novamente na rotina diária do i...
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