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Fórmula pronta

Em certos momentos nós desejamos fortemente uma fórmula que resolva tudo. Desde afazeres diários a questões cruciais que nos pedem uma resposta. Mas ela não existe. Considerando que o tempo é o grande solucionador de problemas, podemos afirmar que a fórmula está na experiência de vida. No bom senso adquirido com muita observação. Mas pensando a fórmula assim, como fruto de anos vividos, ela se torna desinteressante. Nós queremos fórmulas que estejam prontas, "somente requentar e usar". Mas ela assim, não existe. Não insista, viva.

Sou dessas

Aos poucos vou entendendo que eu sou o que sempre fui. Cheguei neste momento com a necessidade de me reconhecer, me autoconhecer. Pra isso, instintivamente, estou voltando para o passado, exatamente para os momentos em que eu me mostrei para o mundo. Voltar a este blog, e ao sentimento que me fez criá-lo foi importante para eu começar o processo de reconexão comigo mesma. Agora cabe a mim aprofundar nisso, aproveitar isso. As minhas obras estão nas letras que saíram de mim, e que não podem adormecer. PRECISO respeitar a mim mesma, e FOCAR em quem sou. Preciso LEMBRAR do melhor de mim e CONFIAR. A vida passa cena a cena, nos inundando de novidades, de caminhos, de possibilidades e, não podemos nos perder. Não posso me perder. Sou essa, sou dessas.

Alento

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"Durante o dia eu faço, como todos, gestos despercebidos por mim mesmo. Quanto a mim, só me livro de ser apenas um acaso porque escrevo, o que é um ato que é um fato. Para que escrevo? E eu sei? Sei não..." C L

Cegueira

Os medos que tenho são meus ou dos outros? As expectativas que tenho sobre o meu futuro, são minhas ou construídas de sonhos alheios? Onde termina o meu corpo? Onde começo a ser eu? Onde estão os meus desejos? Os meus desejos são meus? A minha imagem, a minha roupa, a minha cintura, são livres? As minhas preocupações, os meus afazeres, os meus anseios, os meus planos são meus? A minha dor é minha? E o meu calendário é meu? Os prazos, as metas, as missões, as urgências são meus? A minha vida é minha? O cansaço é meu? A alegria é minha? E as conquistas? E são conquistas para quem? São conquistas de quem? Até quando eu me dissolverei no outro, como tinta no solvente? Qual o meu papel no mundo, só meu? Qual o meu mundo?

Tom Barreto, novo fôlego para a roda de samba da Bahia

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Foto: Marcelo Reis. Pelourinho, manhã de primavera. O vento chamava a atenção por ali, principalmente das mulheres que passavam, com as saias esvoaçantes. O dia estava acelerando seu ritmo. Caminhões de cerveja reabasteciam os bares e restaurantes. O barulho rouco dos motores e o tilintar das garrafas balançando nos engradados, dominavam o ambiente. Os sons se confundiam. Mas ai chega ele, bonito, sorridente e transbordando de histórias para contar, acompanhado de sua esposa, tão interessante quanto. A agonia sonora se transformou em um ruido bem distante, agora nós éramos os protagonistas. Sentados nas cadeiras de ferro da Cantina da Lua, estilizadas e desgastadas pelo tempo, onde já sentaram tantos artistas consagrados da Bahia, conversamos sobre destino, tradições, música, encontros e sentimentos. Estávamos no mesmo local onde os pais do samba baiano, Batatinha, Riachão, Ederaldo Gentil e outros tantos artistas, se reuniam… Não tinha lugar melhor para iniciarmos uma história ...

A insustentável explosão, o samba

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(Foto: Reprodução/ Karilayn Areias) O samba é a crônica das ruas. O samba é a crônica dos homens, das mulheres, dos amores, das dores, da vida. As letras dos sambas são para ouvir e entender as contradições de existir, de sambar a tristeza como se samba a alegria. A emoção é a mesma. Transborda da mesma forma, escorre pelo corpo com a mesma cadência, com o mesmo suor. O samba emociona o mais frio dos corações. Os corações só são frios quando não conhecem o samba. O frio derrete diante o calor do samba. Eu, por sua vez, torno-me inteira, completa. Explosão ao ser vista, ao ser samba, ao ser roda de samba. Grito com os pés, com o quadril, com as mãos, com o peito tão aberto quanto os braços que balançam ao som do samba. A cuíca é o choro. O pandeiro é a força, a energia. A marcação é as batidas do coração, o tamborim é o tempo. O mesmo tempo que dura a alegria, a contagem regressiva para a felicidade eterna.

Minha face de molho

Penteio os cabelos para ver se o tempo passa. Para ver se me sinto diferente, ativa, diferente da pessoa que acordou às 6h da manhã. Antes dos tempos livres eu pensei... vou fazer muitas coisas interessantes. Terei tempo, terei uma casa em silêncio, terei inspiração. Vou ouvir os discos, na vitrola que agora funciona. Mas os discos estão arranhados, sujos e parados no tempo. Não dá.Terei tudo. Mas ainda procuro. Vem em minha cabeça, nas minhas memórias, na minha vontade sincera de fazer, de agir. Mas vou até um limite. Peguei um livro pra ler, logo nas primeiras horas do dia. Hoje será melhor. Hoje serei mais produtiva. Hoje não serei telespectadora, de filme bobo, de filme bom. Da globo, dos jornais locais, que na verdade não são diferentes. Todos iguais. Todos os dias. Agora escrevo, e tento não ler para não me bloquear. Ouço Caetano Veloso, o disco Transa dele que sempre me inspirou coisas diferentes, coisas criativas, coisas marginais, coisas extraterrestres do senso comum. Enfim....

A reconexão comigo

Na varanda perto do rio tinha uma rede convidativa para leitura. Olho, procuro um livro, encontro Manoel de Barros e sua infância. Lendo, volto a sentir tudo de novo. A minha paixão por escrever, a minha paixão pelo Jornalismo Literário. A minha paixão pela infância. Recupero todo o meu fôlego. - Obrigada Manoel de Barros, prazer em te conhecer. -Minha filha, estou aqui. Usufrua de tudo que quiser. A natureza é livre. Ela era a vida de Manoel de Barros, pelo menos onde o homem e o escritor começaram a nascer. Isso me emociona. Adoro saber como a semente foi plantada e como ela se desenvolveu. Ler seus textos me reconectou com a escrita, com a sensibilidade. Ela estava morna, precisando de um combustível. O rio que eu via da varanda era o rio que Manoel conheceu? Pode ser, não sei. Que lindo ele valorizar essa experiência tão simples de criança, de brincar com a lagarta, com o rio, com as pedras. Que lindo ele pensar que essas brincadeiras que o construíram. Acho que aconteceu ...

Tributo a Luiz Gonzaga acontece neste sábado no Bukowski Porão Bar

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Na programação, exibição de entrevista de 1972, discotecagem, cordel e tributo a Gonzaga com banda Confusão, das 16h às 22h, a R$ 5.  Para os admiradores da obra de Luiz Gonzaga, a banda Confusão fará um show de homenagem ao rei do baião neste sábado (10).  O evento acontece de 16h às 22h, no Bukowski Porão Bar, ao lado da Escadaria do Passo, no Santo Antônio Além do Carmo, com bilheteria a R$ 5.  A banda Confusão surgiu em Salvador, no bairro de São Caetano, em 2003 com a proposta de uma musicalidade sem fronteiras de ritmos. A forte influência da banda vem do Rock'n'Roll e da musicalidade regional e universal, procurando resgatar a música de raiz nordestina e misturar com a música contemporânea urbana. Elementos do teatro, poesia e artes plásticas estão sempre presentes nas suas apresentações. Banda Confusão Além do show de tributo, o evento terá na programação exibição de vídeo com entrevista de 1972, com Gonzaguinha entrevistando Luiz Gonz...

Grupo de Teatro A Pombagem leva espetáculo "Que é isto, moço?" para ruas da periferia

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O grupo de teatro de rua A Pombagem está ampliando a Semana de Arte, Teatro e Educação, que no primeiro momento se configurou ao período de 20 a 24 de julho em 5 escolas públicas da cidade do Salvador.  Mas, pensando nas ruas da periferia, a trupe levará o espetáculo "Que é isto, Moço?" – baseado em poesias de Elisa Lucinda e Alice Ruiz - aos bairros de Narandiba, Cajazeiras, Liberdade, Fazenda Grande do Retiro e São Caetano na semana de 27 a 31 do mesmo mês.  A culminância da atividade ocorrerá no 2 de agosto, um mês após o cortejo da Independência, quando a museóloga Manuela Ribeiro, que é integrante da Pombagem, falará sobre "a Mulher e o 2 de julho no contexto dos monumentos históricos", numa aula campal, ao chafariz da cabocla na Praça dos Aflitos.

Bloco d’A Pombagem promove Carnaval cultural na Fazenda Grande do Retiro

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O Bloco d'A Pombagem sai em cortejo no domingo de Carnaval, dia 15, a partir das 13h, pelas ruas da Fazenda Grande do Retiro, partindo do Ponto Farol, em direção à Praça de Catulo da Paixão Cearense. Marchinhas, bailinhos, bandinhas, manifestações culturais como capoeira, malabares, bonecões, pernas de paus, palhaçaria e muita poesia em prol da paz nas comunidades da cidade animarão o bairro. Idealizado pelo coletivo Arte Marginal Salvador e apoiado por agitadores culturais envolvidos com as artes e a educação, sobretudo com a pedagogia das crianças, o bloco também promoverá uma aula campal sobre o poeta Catulo da Paixão Cearense, que dá nome à praça, para alunos das escolas do bairro. Serviço: O que: Cortejo do Bloco d’A Pombagem Quando: Domingo (15), a partir das 13h Onde: Do Ponto Farol em direção à Praça de Catulo da Paixão Cearense – Fazenda Grande do Retiro Quanto: Gratuito

O Entardecer dos Poetas é neste domingo (10)

Acontece neste domingo (10) mais uma atividade do coletivo Arte Marginal Salvador, em frente ao Espaço Cultural Tupinambá, no Passeio Público. O  Entardecer dos Poetas  reunirá poetas, músicos e ativistas culturais, a partir das 13h, que realizarão, gratuitamente, debate, apresentações de música, teatro e recital poético. A ideia é promover uma tarde de domingo interessante para todos aqueles que estejam à procura de conhecimento e diversão, com uma programação rica e diversificada . O debate “ Do capital cultural ao capitalismo: entre a preservação da memória e a lógica de mercado ” abrirá a tarde, com a participação de convidados como Luiza Pacheco, da Galeria 13, Paula Regina, da Frente Feminista de Ação Direta (FFAD), o poeta Jansen Nascimento, entre outros. Em seguida, o músico Gabriel Batatinha, neto do sambista Batatinha, fará um pocket show, apresentando clássicos do samba e composições próprias. Os poetas CR Moska, Patric Adler e Rodolfo Cajaiba apres...

Tributo ao poeta Luiz Gama

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No próximo sábado, 21 de junho, uma caminhada do Largo da Palma à Fonte do Gravatá, marcará o aniversário do poeta abolicionista, ex-escravo, rábula, autodidata, Luiz Gama, nascido em 1830. A concentração será às 7h (hora em que o poeta nasceu), na Rua da Bângala com o Largo da Palma. O evento, organizado pela Galeria 13 (criada pelo saudoso artista Deraldo Lima), pelos filhos do sambista Batatinha e pelo grupo de poesia e teatro A Pombagem, vai reunir poetas e artistas baianos que irão em direção à Fonte do Gravatá, cantando e recitando poesias. A ideia é não deixar cair no esquecimento os feitos deste homem que lutou pela liberdade, em um momento da história do Brasil que escravizar seres humanos era um mero hábito mercantil. Serviço: Caminhada em Tributo a Luiz Gama  Sábado, 21 de junho  Concentração às 7h na rua da Bângala c/ Largo da Palma até a Fonte do Gravatá

Além

O mundo é mais do que a gente pensa ser, por consequência, as possibilidades também.

São Caetano Resistência é neste domingo (16)

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Gringo No dia  16 de março de 2014 ,  domingo , acontece mais uma edição do  São Caetano Resistência , a partir das  16h , na  quadra de esportes de São Caetano , com entrada gratuita. Um pouco diferente das outras edições, o São Caetano Resistencia deste março realizará um  Tributo ao guerreiro Alessandro Carvalho , conhecido por todos como  DJ Peu , em memória. O evento está repleto de elementos do hip hop-rap, grafitti, poesia, dança, entre outros, para os moradores e público em geral. A programação do tributo contará com as apresentações de  Baga Mc , os grupos rap  Saca Só ,  Fúria Consciente ,  CBF ,  Kaizen Rap  e  Okaris . O evento ainda terá um pocket show dos artístas  Filó (SCP) ,  Haggar ,  Tática Verbal ,  Apologic Mc’s  e  Galf . E no comando das discotecagens, uma ilustre equipe de DJ’s fará o agito da galera. São eles  DJ   Jarrão ,  Dj Kiko ,...

Ritmica

Às vezes sou Gilberto Gil pela manhã, Compay Segundo à tarde, Beatles no por do sol e Bob Dylan e Ray Charles à noite.

Eles

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Parecem querer descobrir o que ainda não foi descoberto. Buscam por uma música, uma pintura ou palavras que ainda não criaram. Querem ver, pegar, provar a beleza que ainda não apareceu. Às vezes passam horas e horas à espera do novo, o mais bonito e completo de tudo que há no universo... Seja lá o que for.São seres da natureza, cada um com um pedaço de mar, de árvore, de rio, de cachoeira... dentro de si. São, ao mesmo tempo, crianças, adolescentes e velhos senhores, porque valorizam a sabedoria de cada tempo de vida. Eles não têm pressa. Eles têm fome.

Anotações

Diversidade cultural é o que fazemos com nossas diferenças. Chega de reduzir diversidade cultural a um mosaico de nossas diferenças. Ninguém nasce diverso, é um aprendizado político. Conhecimento x Acesso a informação. Sociedade da informação, sempre transforma a informação em mercadoria. A realidade não é a mesma dos slogans utilizados para vender a Bahia como diversa, plural e acolhedora, culturalmente falando. Professora de teatro da rede municipal se queixa que está perdendo alunos para a religião evangélica. Benévolas x Benefícios Holywood nasceu da pirataria. A pirataria é um gesto de crime, mas também é uma desobediência civil, de revolução. Cultura - Natureza: O que leva as pessoas a destruírem o meio ambiente são hábitos culturais (acúmulos de más interpretações). O carro atualmente é o antimovimento. Garantir a capacidade do homem de ser humano. Direito de permanecer humano. Além da janela do mundo tem a porta da rua...

É pra já

Tantas vontades. Tantos desejos. Tantos sonhos. A maioria possível. A minoria concretizada. Dependem de mim. Tenho vivido. Vivido tudo, novos momentos e novos momentos velhos. Desatando nós, e amarrando outros. E os sonhos continuam, cada vez mais próximos, mais fortes, mais urgentes. Gritando, impacientes.

Eu preciso aprender a só ser

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Sabe, gente. É tanta coisa pra gente saber. O que cantar, como andar, onde ir. O que dizer, o que calar, a quem querer. Sabe, gente. É tanta coisa que eu fico sem jeito. Sou eu sozinho e esse nó no peito. Já desfeito em lágrimas que eu luto pra esconder. Sabe, gente. Eu sei que no fundo o problema é só da gente. E só do coração dizer não, quando a mente. Tenta nos levar pra casa do sofrer. E quando escutar um samba-canção. Assim como: "Eu preciso aprender a ser só". Reagir e ouvir o coração responder: "Eu preciso aprender a só ser." (Gilberto Gil) - Eu queria ter escrito isso, Gil!